De volta para o passado…

Retratos&Profissoes2-23

Se você pensa que comprar e vender antiguidades é coisa de norte americano, se enganou.

Conheci o campos em uma session na “A Casa do Massagista”, enquanto eu fotografava e todo mundo andava de skate, eis que surge o Campos em sua BMX para encarar a mini-ramp.
Entre conversas sobre coisas de 20… 25 anos atrás onde descobrimos gostos musicais e baladas frequentadas  por ambos, descobrimos também personagens que fizeram parte tanto da minha história quanto da dele. E nesse bate papo surgiu também a afinidade com a paixão por carros e artigos antigos.
Daquele dia em diante surgiu uma bela amizade e o apadrinhamento da Mel (a labradora aqui de casa com quem o Campos ficou durante uma viagem minha e de minha esposa).
O Campos é um cara que adora cachorros, e vira e mexe vemos fotos dele com cachorros de rua, abraçando, fazendo carinho, e outra foto muito comum de ver é de seus clientes segurando a plaquinha da “firma” após adquirir um emblema raro de algum carro antigo, ou alguma antiguidade que há muito estavam procurando.

Nome: Lourival Campos (Campos)

Idade: 43 anos

QST: Você trabalha com o que?

Campos: Com o que eu gosto.

QST: O que você faz?

Campos: Faço o possível e o impossível para deixar o cliente satisfeito. Comercializo artefatos antigos em geral, mas meu foco é o antigomobilismo.

QST: Você é formado? Em que?

Campos: Sim… Pela vida. (risos), comecei Educação Física em 1996  e não terminei.

QST: Há quanto tempo esse é seu trabalho?

Campos: Não era um trabalho antigamente e sim hobby .

QST: Qual seu estado civil? Tem filhos?

Campos: Sou solteiro e tenho uma filha de 18 Anos .

QST: O que te levou a essa profissão?

Campos: Após a crise de 2008, já no ano de 2009 fui demitido de uma companhia de seguros onde era perito técnico automobilístico. Tentei outras profissões sem êxito até resolver me dedicar ao que amo. Eu já possuía carros e artigos antigos, e assim não me apegava mais como item de coleção e comecei a comercializar.

Hoje ainda faço avaliações de carros que clientes e amigos me pedem para ver se está  tudo certo quando vão adquirir. Quanto as vendas de artigos e autos antigos, além de vender artigos e autos meus, também faço intermediação de vendas linkando vendedor e comprador.

QST: Sua atividade não é vista como uma “profissão normal”. Como é sua vida?

Campos: Moro sozinho, então me privo de algumas coisas porque não posso contar com um valor fixo todos os meses. Muitas vezes acabo fazendo muitas permutas e/ou trocas de artigos que vejo potencial. O nome Treta Feita vem de trocas e um trocadilho com o programa Trato Feito (History Channel).  Então o giro financeiro não é grande, e na recuperação de um carro antigo por exemplo dedico muito tempo e é preciso gastar com peças, logo o lucro que tenho não é alto, mas a cada projeto que faço deixo minha marca.

Não vejo o meu trabalho apenas como fonte de renda, e sim um modo de fazer o que gosto e seguir em frente. O  slogan do Treta Feita resume bem essa filosofia… É Noixx.

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Ao infinito… E além!

 

Ao infinito... E além!

José Roberto Sartore Júnior, ou simplesmente Betão para os amigos. Atende como O Massagista Beto que conheci em 2004 durante os seis meses que morei em Florianópolis/SC. O também paulistano, assim como eu se mudou para a Ilha da Magia em busca de qualidade de vida, e nessa busca acabamos nos conhecendo em uma casa noturna onde iríamos trabalhar naquela noite… Daí para frente amigo… É história que não acaba mais. Continuar lendo

Qual seu trabalho?

Para começar o blog nada mais justo do que a coluna que deu início a tudo isso… “Qual seu trabalho?” entrevista pessoas com profissões que não são vistas como “profissões normais”, daquelas que após falarmos com o que trabalhamos somos surpreendidos com outra pergunta logo após a resposta… “Mas o que você faz?”
Então para mostrar que as profissões tradicionais não são as únicas existentes, resolvi conversar com esses profissionais “alternativos” para que todos possam ver que existe vida além de escritórios e da burocracia. Mas mais importante que isso, mostrar que são pessoas com uma vida normal como em qualquer outra profissão.

Retratos&Profissoes-19

O outro lado do Pole-Dance

Fiquei pensando por onde começar e viajei à Itapetininga, cidade no interior de São Paulo onde conheço algumas pessoas, e boa parte delas que se encaixam no perfil da coluna.
A primeira entrevistada foi a Samira Obayashi, uma amiga de quase dez anos que quando conheci já estava ligada à prática esportiva. Continuar lendo