Tocando a vida

 

Retratos&Profissoes3-17

O Rafael Carozzi é um músico paulistano, e me recebe em uma tarde enquanto criava mais uma trilha sonora para um de seus clientes.
Conheci o Rafael em 1983, logo que ele nasceu e minha mãe voltou da maternidade. Nossa família sempre teve muita ligação com a música, mas além de meu pai o único que tem o dom para a coisa é o Rafa.

Nome: Rafael Carozzi

Idade: 32 anos

QST: Você trabalha com o que?

Rafael: Sou produtor musical e compositor.

QST: O que você faz?

Rafael: Componho trilhas sonoras principalmente para publicidade, e produzo bandas que não tem acesso a estúdios de maior porte, auxiliando os artistas que estão no início da carreira a terem um registro fiel de suas composições.

Sempre tive banda e sempre faltou grana, então acabava indo gravar em estúdios mais baratos. O problema é que os caras acabam trabalhando a toque de caixa, sabe? Gravam 3, 4 bandas por dia por que tem que sustentar a estrutura do estúdio. Cansei de ficar frustrado com os resultados que obtinha nessas gravações e resolvi aprender a gravar e produzir eu mesmo. Inicialmente utilizava isso só com as minhas bandas, mas agora procuro compartilhar esse conhecimento com uma galera que está no começo. Até pra eles não precisarem passar pela frustração que eu passei nos estúdios por aí.

QST: Você é formado? Em que?

Rafael: Sou formado em Design Gráfico.

QST: Há quanto tempo esse é seu trabalho?

Rafael: Estou focado só na música faz pouco mais de um ano e meio, mas quando aperta aceito uns freelas de design (risos).

QST: Qual seu estado civil? Tem filhos?

Rafael: Não, não sou casado e não tenho filhos.

QST: O que te levou a essa profissão?

Rafael: Há pouco mais de um ano e meio larguei o design para trabalhar somente com música, mas há pouco menos de um ano que começaram a aparecer mais clientes.

QST: Sua atividade não é vista como uma “profissão normal”. Como é sua vida?

Rafael: Trabalho no geral, em meses bons com 8 a 9 trilhas. Com isso me sobra mais tempo livre para minhas produções particulares (Kid Foguete e Readymades) tanto na parte musical quanto a imagem deles. E, ironicamente, fora do mercado corporativo, eu acabei encontrando uma vida com mais rotina, mais organizada em comparação com os tempos de empresa onde a única rotina que tinha era a de acordar para trabalhar e depois voltar para casa.

Me sobrou mais tempo, mas esse tempo foi todo ocupado com projetos pessoais. Isso também refletiu em qualidade geral de vida, hoje vou à feira uma vez por semana, cozinho em casa e me cuido mais, como mais saudável, bebo menos…

Também tenho contas e impostos para pagar, e essa “independência” tem o custo da preocupação de não poder contar com um valor fixo todos os meses para sanar esses custos.

Por outro lado, minha vida teve uma diminuição de custo, antes eu queria sair para baladas ou barzinhos, comprava bastante roupa e discos, e hoje vejo que era meio que uma compensação, ou quem sabe até uma fuga. A rotina que tenho hoje, essa qualidade de vida me dá prazer a ponto de não ter essa necessidade de consumir, esse desespero por compensação, sabe?

Quem quiser saber mais:

 

Kid Foguete

https://goo.gl/BWPP3k

Readymades

https://goo.gl/VqiWoQ

Rafael Carozzi

https://goo.gl/BPnaSB

 

 

Fotos: Cristiano Rolemberg
Assistentes: César Salada, Tapioca e Fejuca

 

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